Ramal do Brasileirinho é fechado por moradores revoltados

Manaus — Um grupo de moradores do Ramal do Brasileirinho, localizado no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus, realizou um protesto na manhã desta terça-feira (26) para cobrar melhorias na infraestrutura da via. Pneus foram incendiados e colocados ao longo da pista, interditando completamente o tráfego no trecho do km 4.

Segundo os manifestantes, o ato é uma resposta ao abandono por parte do poder público. Eles alegam que há anos convivem com lama, buracos e poeira, sem qualquer intervenção efetiva do governo estadual. “A gente paga imposto, mas vive no descaso. Só lembram da gente em época de eleição”, afirmou Maria do Socorro, moradora da região há mais de 15 anos.

Reivindicação por asfaltamento

O principal pedido dos moradores é o asfaltamento completo do ramal, que segundo eles, foi prometido pela atual gestão estadual, mas nunca executado. “Já vieram aqui tirar foto, prometeram obra, mas até agora nada. Estamos cansados de esperar”, disse João Batista, líder comunitário.

Além da precariedade da via, os moradores também reclamam da falta de iluminação pública, coleta de lixo irregular e ausência de transporte escolar em dias chuvosos. Durante o protesto, ônibus escolares e veículos particulares foram impedidos de passar, gerando congestionamento e atrasos.

Autoridades acompanham o protesto

Equipes da Polícia Militar estiveram no local para garantir a segurança, mas não houve confronto. O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar os focos de incêndio causados pelos pneus em chamas. Até o momento, não há registro de feridos ou detidos.

Em nota, a Secretaria de Infraestrutura do Amazonas (Seinfra) informou que está ciente da situação e que uma equipe técnica será enviada ao local para avaliar as condições da via. No entanto, não foi estipulado prazo para início das obras.

Comunidade exige resposta

Os moradores afirmam que só encerrarão o protesto com a presença de representantes do governo e um compromisso formal de execução das melhorias. “Não vamos sair daqui com promessas vazias. Queremos documento, cronograma e ação”, declarou um dos organizadores.

O Ramal do Brasileirinho é uma das principais vias de acesso para dezenas de comunidades rurais da Zona Leste, e sua interdição afeta diretamente o deslocamento de trabalhadores, estudantes e comerciantes da região.

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