Passageira fica presa em catraca de ônibus em Manaus

Manaus (AM) — Uma passageira ficou presa na catraca de um ônibus do transporte coletivo na manhã de quinta-feira (9), no bairro Redenção, zona oeste da capital amazonense. O incidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), que precisaram utilizar equipamentos especializados para cortar a estrutura metálica e liberar a mulher.

Segundo informações do CBMAM, o caso ocorreu em um veículo da linha 016. A passageira, que apresentava obesidade, tentou atravessar a catraca normalmente, mas acabou ficando presa entre as barras de ferro. O motorista acionou os bombeiros após perceber que a mulher não conseguia se mover.

Resgate com equipamento desencarcerador

O resgate foi realizado por agentes do Grupamento de Busca e Salvamento e do 6º Grupamento Bombeiro Militar. Para liberar a passageira, os bombeiros utilizaram um equipamento desencarcerador, ferramenta geralmente empregada em acidentes automobilísticos, para cortar a estrutura da catraca com segurança.

A mulher foi retirada sem ferimentos, mas visivelmente abalada. Ela recebeu apoio psicológico no local e foi liberada após avaliação médica.

Legislação e acessibilidade

O caso reacendeu o debate sobre acessibilidade no transporte público de Manaus. De acordo com a Lei Municipal nº 1.632/2012, pessoas obesas têm o direito de acessar o ônibus pela porta dianteira, sem passar pela catraca, desde que efetuem o pagamento da passagem. Além disso, a Lei nº 2.094/2016 determina que todos os assentos do transporte coletivo são preferenciais para pessoas com deficiência, idosos, gestantes, lactantes, pessoas com criança de colo e obesos.

“Situações como essa mostram a importância de respeitar as normas de acessibilidade e garantir que todos os passageiros tenham condições seguras de embarque”, destacou um representante do CBMAM.

Repercussão nas redes

Imagens do resgate foram divulgadas nas redes sociais e geraram grande repercussão. Muitos internautas se solidarizaram com a passageira e cobraram melhorias na estrutura dos ônibus, além de maior capacitação dos motoristas e cobradores para lidar com situações de acessibilidade.

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