
Polícia apreende R$ 30 mi em ouro em Manaus
Manaus (AM) — Uma operação conjunta entre a Polícia Militar do Amazonas e a Polícia Federal resultou na apreensão de aproximadamente R$ 30 milhões em barras de ouro e na prisão de três policiais militares na noite desta quarta-feira (29), em Manaus. A ação ocorreu em uma residência de alto padrão localizada na rua Michel Fokine, no bairro Parque 10 de Novembro, zona centro-sul da capital.
Segundo informações da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), o grupo foi acionado após uma denúncia anônima apontar movimentações suspeitas no imóvel. Ao chegar ao local, os agentes encontraram 55 barras de ouro escondidas em compartimentos falsos, além de armas de fogo, munições e celulares.
Policiais entre os presos
Três dos detidos são policiais militares da ativa, suspeitos de envolvimento direto no esquema de transporte e ocultação do ouro. Um empresário, identificado como proprietário do imóvel, também foi preso. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados oficialmente.
De acordo com o comandante da Rocam, major Diego Souza, os policiais presos estavam fora de serviço no momento da abordagem. “A situação é extremamente grave. Estamos colaborando com a Corregedoria da PM e com a Polícia Federal para garantir total transparência na apuração dos fatos”, afirmou.
Ouro pode ter origem ilegal
A Polícia Federal assumiu a investigação e trabalha com a hipótese de que o ouro tenha origem em garimpos ilegais na região amazônica. A suspeita é de que o grupo atuava na lavagem de dinheiro por meio da revenda do metal precioso no mercado paralelo.
“Há indícios de uma rede estruturada de extração e comercialização ilegal de ouro, com ramificações fora do estado”, disse um agente federal que preferiu não se identificar. O material apreendido será periciado, e os suspeitos devem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e usurpação de bem da União.
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que acompanha o caso com atenção e que não tolerará desvios de conduta dentro das forças de segurança.
“A população precisa confiar em suas instituições. Qualquer servidor que desonre a farda será responsabilizado”, declarou o secretário Carlos Alberto Mansur.
Os presos foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Manaus, onde permanecem à disposição da Justiça. A operação segue em andamento, e novas prisões não estão descartadas.









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