Falsa dentista é presa por aplicar golpes em Manaus

Manaus (AM) – Uma mulher de 42 anos foi presa nesta semana em Manaus, suspeita de se passar por dentista e aplicar golpes que somam mais de R$ 80 mil em pacientes que buscavam tratamento odontológico. A prisão foi efetuada por policiais civis do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), após denúncias de pelo menos 15 vítimas.

De acordo com o delegado Cícero Túlio, titular do 1º DIP, a suspeita, identificada como Gleyza Vasconcelos de Oliveira, oferecia serviços de implantes dentários a preços abaixo do mercado, atraindo pacientes por meio de redes sociais e indicações.

“Ela se apresentava como profissional da área de odontologia, realizava atendimentos e até extrações dentárias, mas os procedimentos prometidos nunca eram concluídos”, afirmou o delegado.

As vítimas relataram que, após o pagamento antecipado, em alguns casos, em dinheiro vivo, a mulher desaparecia ou adiava indefinidamente os atendimentos. Algumas pessoas chegaram a ter dentes extraídos sob a promessa de colocação de próteses, mas ficaram sem qualquer assistência após o procedimento inicial.

“Ela não possuía registro no Conselho Regional de Odontologia e atuava de forma completamente ilegal. Além do estelionato, há indícios de lesão corporal grave, já que os pacientes foram submetidos a intervenções invasivas sem qualquer respaldo técnico ou legal”, explicou Cícero Túlio.

A investigação aponta que Gleyza atuava em diferentes bairros da capital amazonense, utilizando espaços improvisados para os atendimentos. Em um dos locais vistoriados pela polícia, foram encontrados instrumentos odontológicos, prontuários e recibos de pagamentos.

A prisão foi realizada por meio de mandado expedido pela Justiça do Amazonas, após a formalização de diversas denúncias. Segundo a Polícia Civil, mais de 50 boletins de ocorrência já foram registrados contra a suspeita, o que pode indicar um número ainda maior de vítimas.

Gleyza foi encaminhada à audiência de custódia e deve responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e lesão corporal. A polícia segue investigando o caso e orienta que outras possíveis vítimas procurem o 1º DIP para registrar ocorrência.

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