Tensão na Venezuela leva generais à fronteira

Manaus (AM) — A crescente instabilidade política e militar na Venezuela levou o Comando Militar da Amazônia (CMA) a intensificar o monitoramento da fronteira norte do Brasil. Em resposta à crise, o comandante do CMA, general Luciano Guilherme, acompanhado de mais dois generais do Exército Brasileiro, foi enviado ao estado de Roraima para avaliar a situação e reforçar a presença militar na região.

A movimentação ocorre após o governo venezuelano realizar exercícios militares nas proximidades da fronteira com o Brasil, em Pacaraima, no fim de janeiro. Segundo o Exército Brasileiro, a estrutura mantida na região está “adequada à crise”, mas a ordem é redobrar a atenção diante do cenário de incertezas políticas e de segurança no país vizinho.

Durante a visita, os generais inspecionaram postos de vigilância, unidades logísticas e posições de blindados posicionados estrategicamente ao longo da fronteira. A ação visa garantir a soberania nacional e a segurança da população brasileira, especialmente em áreas sensíveis como Pacaraima e Boa Vista, que historicamente recebem grande fluxo de migrantes venezuelanos.

Apesar da tensão, o Exército reforçou que a situação está sob controle e que não há indicativos de conflito iminente. A presença dos generais tem caráter preventivo e faz parte do planejamento estratégico das Forças Armadas para cenários de instabilidade regional.

A movimentação militar também ocorre em meio a relatos de que a Venezuela estaria construindo pistas e acampamentos militares próximos à fronteira, o que acendeu alertas em Brasília. O governo brasileiro acompanha os desdobramentos por meio do Ministério da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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