Justiça aplica mais de 20 anos de prisão a acusados de estupro

Manaus (AM) – Os dois réus, presos entre maio e junho de 2024, foram condenados por estupro de vulnerável e posse de material pornográfico infantil. Durante as investigações, a polícia encontrou provas em celulares apreendidos, incluindo conteúdos de pornografia envolvendo menores. A sentença somada ultrapassa 20 anos de prisão em regime fechado, e ainda cabe recurso.

Segundo o processo, os acusados se autodenominavam “carimbadores” e compartilhavam informações sobre práticas sexuais desprotegidas com jovens, com o objetivo de transmitir o vírus HIV. O termo é usado para designar pessoas que, de forma intencional, buscam infectar outras com doenças sexualmente transmissíveis.

A investigação que levou à prisão dos réus foi deflagrada em 2024 e ganhou repercussão nacional. A Polícia Civil do Amazonas identificou que os acusados utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para atrair vítimas, incluindo crianças e adolescentes. O caso foi tratado como grave violação dos direitos humanos e mobilizou órgãos de proteção à infância.

Decisão judicial

Na sentença, o juiz Rosberg de Souza Crozara destacou a gravidade dos crimes e a necessidade de punição exemplar. Um dos réus recebeu pena de 12 anos, 3 meses e 10 dias, enquanto o outro foi condenado a 9 anos, 5 meses e 10 dias. Apesar da condenação por estupro e exploração sexual, os acusados foram absolvidos da acusação de “perigo de contágio de moléstia grave”, por falta de provas concretas que demonstrassem risco real de transmissão.

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