
Manaus (AM) — Um homem de 47 anos foi preso pela Polícia Civil na última quarta-feira (15), sob a acusação de simular a própria morte para tentar receber um prêmio de R$ 500 mil de um seguro de vida. O caso, que teve início no município de Manacapuru, culminou na localização do suspeito em uma residência no bairro Lago Azul, na Zona Norte de Manaus, onde ele se mantinha escondido.
As investigações apontam que o homem contou com o auxílio direto da esposa para tentar viabilizar a fraude. Segundo a polícia, o casal contratou a apólice de seguro e, apenas um mês depois, apresentou à seguradora uma certidão de óbito falsificada. O documento alegava que o investigado havia falecido em novembro de 2025, vítima de complicações pulmonares. No entanto, a seguradora identificou inconsistências nas informações e acionou o Ministério Público do Amazonas (MP-AM).
Durante a diligência que resultou na prisão, os agentes encontraram um verdadeiro arsenal de fraudes em posse do suspeito. Foram apreendidos documentos de identidade adulterados, carimbos médicos, atestados falsificados e registros de pelo menos seis números diferentes de CPF. O delegado John Castilho, responsável pelo caso, informou que o grupo também tentou aplicar um golpe contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), buscando obter uma aposentadoria por meio de laudos ortopédicos falsos.
Um médico de Manacapuru teve sua assinatura falsificada nos documentos apresentados pelo casal e confirmou à polícia que nunca autorizou o uso de seu nome ou carimbo. Diante das provas, a Justiça autorizou a prisão preventiva do homem, que agora permanece à disposição do Poder Judiciário. A esposa dele também é investigada, mas recebeu medidas cautelares em vez da prisão, por se tratar de um crime cometido sem violência ou grave ameaça.
O suspeito deve responder por uma série de crimes, incluindo estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e falsidade material de atestado. A Polícia Civil continua as investigações para identificar se há outras pessoas envolvidas no esquema de falsificação de documentos públicos e médicos na região.









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