
Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, nesta quarta-feira (18), a Operação Restitutio, que desmantelou um esquema criminoso responsável por localizar e tomar posse de aparelhos celulares já registrados como roubados ou furtados, por meio da falsificação de documentos e acesso a sistemas restritos. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e decretada prisão preventiva de um homem de 22 anos apontado como responsável pela revenda dos aparelhos.
Segundo o 6º Distrito Integrado de Polícia (6º DIP), os investigados utilizavam dados oficiais e manipulação de informações para simular processos de regularização e, assim, retirar os aparelhos das mãos das vítimas ou de terceiros que os haviam adquirido. A ação, coordenada pelo Núcleo de Investigação e Recuperação de Celulares (NIRC), teve como objetivo principal interromper a cadeia que permitia a circulação de celulares subtraídos no mercado informal.
Durante as buscas, os policiais apreenderam equipamentos, documentos e aparelhos que serão submetidos à perícia para comprovar a origem ilícita. A investigação aponta que o grupo não atuava apenas como receptador tradicional: além de revender os celulares, os suspeitos buscavam identificar quem estava em posse dos aparelhos e, por meio de fraudes, reaver os dispositivos para posterior comercialização. A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar outros envolvidos e mapear a rede de revenda.
Autoridades ressaltaram a importância da atuação integrada entre delegacias especializadas e o NIRC para coibir crimes contra o patrimônio que utilizam tecnologia e fraudes documentais. Especialistas consultados pela investigação destacaram que a recuperação de aparelhos depende de ações rápidas e do cruzamento de informações entre operadoras, órgãos de segurança e plataformas de registro, além da conscientização da população sobre os riscos de comprar eletrônicos sem nota fiscal ou procedência comprovada.
A Polícia Civil orienta vítimas de roubo ou furto a registrarem boletim de ocorrência e a não tentar reaver os aparelhos por conta própria. Quem tiver informações que possam auxiliar as investigações pode procurar a delegacia mais próxima ou utilizar os canais oficiais da corporação. O caso segue sob investigação e novas prisões ou apreensões não estão descartadas.








