Homem é preso duas vezes por agredir mãe e irmã

Barreirinha (AM) – Um homem de 46 anos foi preso pela segunda vez em apenas três dias por agredir a própria mãe, de 77 anos, e a irmã, de 44, no município de Barreirinha, no interior do Amazonas.

Segundo a Polícia Civil, a primeira prisão ocorreu na última segunda-feira (17), após denúncias de agressão física contra as duas mulheres. O suspeito foi conduzido à 42ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Barreirinha, onde foi autuado em flagrante. No entanto, após audiência de custódia, ele foi liberado mediante o compromisso de cumprir medidas protetivas de urgência, como manter distância das vítimas.

A liberdade, no entanto, durou pouco. Na quarta-feira (19), o homem voltou à residência da família e novamente agrediu a mãe e a irmã. As vítimas procuraram o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município, que acionou imediatamente a polícia. Ele foi preso em flagrante por descumprimento das medidas protetivas e reincidência em violência doméstica.

De acordo com o delegado Mauro Duarte, titular da 42ª DIP, o comportamento do suspeito demonstra um padrão de violência contínua.

“É um caso que exige atenção redobrada. A reincidência em tão pouco tempo mostra que as vítimas estão em risco real e constante. Por isso, representamos pela prisão preventiva do agressor”, afirmou o delegado.

As vítimas receberam atendimento psicológico e foram encaminhadas para acompanhamento da rede de proteção à mulher do município. A idosa, que sofreu escoriações nos braços e hematomas, foi atendida no hospital local e passa bem.

O suspeito permanece detido e deve responder por lesão corporal no contexto da Lei Maria da Penha e por descumprimento de medida protetiva. A Justiça deve decidir nos próximos dias se ele continuará preso preventivamente.

O caso gerou comoção na cidade de pouco mais de 30 mil habitantes. Entidades de defesa dos direitos da mulher e da pessoa idosa cobraram providências mais eficazes para garantir a segurança das vítimas.

“Não podemos aceitar que uma mulher precise ser agredida duas vezes para que o Estado tome uma atitude mais firme”, declarou em nota o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

A Polícia Civil reforça que denúncias de violência doméstica podem ser feitas de forma anônima pelo número 181 ou diretamente nas delegacias locais.

Publicar comentário