
Manaus (AM) – Subiu para 13 o número de municípios do Amazonas em situação de emergência em decorrência da cheia dos rios. De acordo com o balanço divulgado pela Defesa Civil do Estado nesta quinta-feira (9), cerca de 100 mil pessoas já foram afetadas pelas inundações em diversas calhas. Além das cidades em emergência, o estado contabiliza seis municípios em alerta e 24 em atenção, enquanto 19 seguem em normalidade, incluindo a capital, Manaus.
Ipixuna, localizada no sul do estado, foi a mais recente localidade a entrar na lista de emergência. O status foi reconhecido após o Rio Juruá atingir a marca de 13,45 metros, ficando a apenas 51 centímetros do maior nível histórico já registrado no município. Com a atualização, o grupo de cidades em situação crítica passa a ser composto por Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá e a própria Ipixuna.
Em outras regiões, o monitoramento indica preocupação com Amaturá, Envira, Guajará, Pauini, São Paulo de Olivença e Tonantins, que estão em estado de alerta. Já o estágio de atenção abrange uma lista extensa de 24 municípios, como Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, Coari, Tefé e Iranduba. Para mitigar os impactos, a Defesa Civil distribuiu 120 kits de purificadores de água do projeto Água Boa, garantindo o acesso a recursos potáveis para comunidades ribeirinhas vulneráveis tanto no período de cheia quanto na estiagem.
No âmbito econômico, a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) anunciou um pacote de medidas para apoiar produtores e empreendedores locais. As ações incluem a ampliação de linhas de crédito, dispensa de garantias e a renegociação de dívidas com prazos estendidos e carência. O objetivo é garantir que a economia do interior não sofra um colapso diante das dificuldades logísticas impostas pela subida das águas.
A saúde pública também recebeu diretrizes específicas através da Nota Técnica Conjunta nº 12/2026, emitida pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP). O documento orienta gestores municipais a reforçarem a vacinação contra doenças como hepatite, tétano e raiva, que apresentam maior risco de incidência em áreas alagadas.
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destacou a importância da atualização dos planos de contingência e da distribuição de hipoclorito de sódio para o tratamento da água em áreas rurais. O monitoramento dos rios segue sendo realizado de forma contínua pelo Centro de Monitoramento e Alerta para antecipar novos agravos.









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