
Manaus pode ganhar abrigos públicos para motociclistas
Manaus (AM) — Em meio às recorrentes chuvas intensas e ao aumento da frota de motocicletas na capital amazonense, o vereador Eurico Tavares (PSD) apresentou à Câmara Municipal de Manaus (CMM) um projeto de lei que propõe a criação de abrigos públicos exclusivos para motociclistas. A medida visa oferecer proteção contra intempéries e mais segurança para quem utiliza motos como principal meio de transporte.
Segundo o parlamentar, os motociclistas enfrentam diariamente condições climáticas adversas, como chuvas repentinas e exposição prolongada ao sol, sem qualquer estrutura pública que ofereça abrigo temporário.
“É uma questão de dignidade e segurança. Esses trabalhadores ficam vulneráveis nas ruas, sem nenhum tipo de proteção”, afirmou Tavares durante a sessão plenária.
O projeto prevê a instalação de estruturas cobertas em pontos estratégicos da cidade, especialmente em vias de grande circulação e cruzamentos com semáforos, onde os motociclistas costumam aguardar o fluxo de trânsito.
Estrutura e funcionalidade
Os abrigos seriam construídos com materiais resistentes à chuva e ao calor, com espaço suficiente para comportar até cinco motociclistas por vez. A proposta também sugere que os pontos sejam sinalizados e integrados ao sistema viário da cidade, sem obstruir calçadas ou vias de pedestres.
Além da proteção climática, os abrigos podem funcionar como pontos de descanso rápido e até locais de orientação para campanhas educativas sobre segurança no trânsito.
Repercussão entre motociclistas
A proposta foi bem recebida por mototaxistas e entregadores por aplicativo, que representam uma parcela significativa dos condutores de duas rodas em Manaus.
“A gente fica ilhado quando começa a chover. Já me escondi em parada de ônibus, embaixo de árvore, até em posto de gasolina. Ter um abrigo próprio seria um avanço enorme”, disse o mototaxista José Carlos Lima, de 42 anos.
Próximos passos
O projeto de lei nº 703/2025 será encaminhado para análise nas comissões técnicas da CMM. Caso aprovado, seguirá para votação em plenário. A expectativa é que a proposta entre na pauta ainda neste semestre.









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