
Manaus (AM) – Heloísa Araújo de Menezes, de 45 anos, foi presa na sexta-feira (31) no Centro de Manaus, após ser condenada a 14 anos de prisão por estelionato. Segundo a Polícia Civil do Amazonas, ela é acusada de liderar um esquema fraudulento que envolvia a promessa de imóveis populares em troca de pagamentos indevidos.
A prisão foi efetuada por agentes do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob comando do delegado Marcelo Martins. A mulher foi localizada em um imóvel na rua Emílio Moreira, onde tentava se esconder após a sentença judicial ser expedida.
De acordo com as investigações, Heloísa se apresentava como intermediadora de processos habitacionais junto à Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab). Ela convencia vítimas de que, mediante o pagamento de valores entre R$ 5 mil e R$ 15 mil, seria possível “agilizar” a entrega de casas populares destinadas a famílias de baixa renda.
A polícia afirma que não há qualquer envolvimento de servidores públicos no esquema.
“Ela agia sozinha, utilizando documentos falsos e alegações mentirosas para se passar por funcionária ou representante da Suhab. O golpe era bem estruturado e explorava o sonho da casa própria de pessoas em situação vulnerável”, explicou o delegado Martins.
Vítimas relatam prejuízos e frustração
Ao menos 12 vítimas formalizaram denúncias contra Heloísa desde 2023. A maioria relatou ter feito depósitos bancários e entregado dinheiro em espécie, sem nunca receber qualquer imóvel ou retorno. Algumas chegaram a ser levadas até conjuntos habitacionais em construção, onde a golpista apontava unidades que supostamente seriam destinadas a elas.
“Ela me mostrou uma casa no Viver Melhor e disse que já estava no meu nome. Só depois descobri que tudo era mentira. Perdi R$ 10 mil que juntei com muito esforço”, contou uma das vítimas, que preferiu não se identificar.
Condenação e prisão
A sentença foi proferida pela 5ª Vara Criminal de Manaus, que considerou agravantes como reincidência e o número de vítimas. Heloísa foi condenada a 14 anos de prisão em regime fechado por estelionato qualificado e uso de documentos falsos.
Após a prisão, ela foi encaminhada à Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde ficará à disposição da Justiça. A defesa da acusada não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
Alerta à população
A Polícia Civil reforça que nenhum imóvel popular pode ser adquirido por meio de pagamento direto a terceiros e que todos os processos habitacionais são conduzidos por órgãos oficiais, com critérios públicos e transparentes. A população é orientada a denunciar qualquer tentativa de fraude pelo número 181, da Secretaria de Segurança Pública.









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