
Manaus (AM) — Uma revista realizada no antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas (NPPM-AM) revelou um cenário de regalias e irregularidades dentro da unidade. Durante a Operação Sentinela Maior, deflagrada nesta terça-feira (12), as equipes de inspeção encontraram televisões de LED, geladeiras, fogões, freezers e até roteadores de Wi-Fi instalados nas celas. Além dos eletrodomésticos, foram apreendidas dezenas de garrafas de bebidas alcoólicas, caixas de pizza e ferramentas como furadeiras.
A vistoria ocorreu de forma simultânea à transferência de 71 policiais militares que estavam custodiados no local. Eles foram levados para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM-AM), localizada no quilômetro 8 da rodovia BR-174. A ação foi coordenada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da 60ª Promotoria Especializada no Controle Externo da Atividade Policial (Proceap), em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
Vídeos registrados e divulgados pelo Ministério Público detalham o interior da unidade desativada. As imagens mostram uma grande quantidade de alimentos e itens de consumo não autorizados pelo Poder Judiciário. Ao mesmo tempo em que ostentava aparelhos eletrônicos e produtos de luxo para o sistema prisional, a estrutura do antigo prédio apresentava graves condições de insalubridade e precariedade física, o que fundamentou o pedido de encerramento das atividades no local.
De acordo com o MPAM, a Operação Sentinela Maior é um desdobramento de investigações anteriores que visam combater a corrupção e a falta de disciplina no sistema prisional militar. A mudança para o novo prédio, onde antes funcionava o Centro Feminino de Educação e Capacitação (Cefec), tem como objetivo principal retomar o controle administrativo e garantir que a custódia dos agentes siga rigorosamente as normas de segurança pública.
As autoridades destacaram que a nova estrutura na BR-174 foi preparada para oferecer condições de dignidade aos detentos, mas sob uma vigilância mais rígida. O material apreendido durante a revista foi catalogado e será utilizado em investigações complementares para apurar como esses objetos entraram na unidade e quais servidores podem ter facilitado o acesso dos custodiados a tais privilégios.









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