
Peles e ossos são achados em loja de açaí em Manaus
Manaus (AM) — Uma operação de fiscalização ambiental realizada na manhã de sexta-feira (10) revelou um cenário alarmante em uma loja de açaí localizada na rua dos Barés, no Centro de Manaus. O estabelecimento, que funcionava como fábrica e ponto de venda, foi interditado por apresentar condições insalubres e por armazenar peles e ossadas de animais silvestres, configurando crime ambiental.
A ação foi conduzida pela Guarda Municipal, por meio do grupamento de Patrulhamento Ambiental (Patam), após denúncias anônimas sobre práticas ilegais no local. Ao chegarem ao endereço, os agentes se depararam com um ambiente precário, com resíduos orgânicos espalhados, equipamentos enferrujados e ausência de qualquer controle sanitário.
Durante a inspeção, os fiscais encontraram peles e ossadas de animais silvestres escondidas em compartimentos improvisados. Segundo os agentes, os materiais estavam em processo de secagem e aparentavam ser utilizados para fins comerciais, o que levanta suspeitas de tráfico de partes de animais protegidos por lei.
“A situação encontrada é extremamente grave. Além da insalubridade, há indícios claros de crime ambiental. O local não tinha qualquer licença para manipular ou armazenar esse tipo de material”, afirmou um dos agentes do Patam.
Um homem que estava no estabelecimento foi detido e encaminhado ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde prestou depoimento. Ele deve responder por infração à Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que prevê pena de detenção e multa para quem comercializa ou mantém em cativeiro animais silvestres sem autorização.
A Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Demma) foi acionada e solicitou apoio da Polícia Técnico-Científica para realizar perícia no local. Os restos de animais foram recolhidos e encaminhados para análise, que deverá confirmar a espécie e origem dos materiais.
A loja de açaí foi interditada pela Vigilância Sanitária, que também participou da operação. De acordo com o órgão, o estabelecimento não possuía alvará de funcionamento e apresentava risco à saúde pública.
Repercussão e próximos passos
O caso gerou indignação entre moradores da região, que relataram já ter percebido movimentações suspeitas no local. A Prefeitura de Manaus informou que intensificará as fiscalizações em estabelecimentos comerciais do Centro, especialmente aqueles que atuam no setor alimentício.
A investigação segue em andamento, e o responsável poderá ser indiciado por crime ambiental, além de responder por infrações sanitárias. A pena pode variar de seis meses a um ano de detenção, além de multa, conforme previsto na legislação vigente.









Publicar comentário