
Manaus (AM) – O policial aposentado Divoney Perasa de Souza, de 59 anos, foi preso pela Polícia Civil nesta quinta-feira (9) após a repercussão de um vídeo em que aparece ameaçando de morte a ex-esposa. Nas imagens gravadas dentro de um veículo, o homem afirma que iria decapitar a vítima e “jogar bola” com a cabeça dela. A prisão ocorreu no município de Iranduba.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), o crime ocorreu após Divoney retirar a ex-companheira à força de dentro de casa. Relatos da polícia apontam que ele a puxou pelos cabelos até o carro sob a ameaça de uma arma de fogo. No vídeo que circulou nas redes sociais, o suspeito demonstra desprezo pelas leis e pela medida protetiva que já havia sido expedida em favor da vítima.
Enquanto era filmado, o policial aposentado desafiou a mulher a enviar as imagens para as autoridades.
“Quando a gente terminar, eu vou te matar. Pode gravar, manda lá para a Delegacia da Mulher para aumentar minha condição restritiva. Eu vou te decapitar, vou jogar bola com a tua cabeça”, declarou o homem durante a gravação.
Segundo a delegada Patrícia Leão, titular da DECCM, o suspeito chegou a perseguir a vítima até a delegacia no dia em que ela foi registrar o Boletim de Ocorrência.
Divoney agora responde pelos crimes de perseguição, ameaça e descumprimento de medida protetiva. Após ser localizado em Iranduba, ele foi transferido para a capital amazonense para os procedimentos cabíveis. A polícia reforçou que a gravidade das ameaças e o histórico de violência foram determinantes para a rapidez na decretação da prisão.
Histórico criminal
Esta não é a primeira vez que o nome de Divoney Perasa de Souza aparece em investigações policiais. Em 2025, ele foi alvo de uma operação por suspeita de envolvimento em um crime de extorsão mediante sequestro ocorrido em dezembro de 2024, na Zona Norte de Manaus. Naquela ocasião, ele e outros quatro comparsas teriam abordado uma pessoa na saída de um restaurante na Avenida Torquato Tapajós.
De acordo com o inquérito daquela época, a vítima foi agredida e obrigada a realizar transferências bancárias via Pix que somaram mais de R$ 71 mil. O histórico criminal do ex-policial é marcado por um perfil violento, o que agrava a situação jurídica dele perante o sistema judiciário do Amazonas.









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