
Professor de capoeira é preso por estupro de aluna
São Gabriel da Cachoeira (AM) – Um professor de capoeira de 34 anos foi preso na última sexta-feira (1º) em São Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas, suspeito de estuprar uma aluna de apenas 11 anos. Os abusos sexuais, segundo a Polícia Civil, aconteciam dentro do centro comunitário onde ele ministrava aulas para crianças e adolescentes do município.
A prisão foi efetuada por agentes da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município, com apoio da Delegacia Especializada de Polícia (DEP), após a mãe da vítima procurar as autoridades com provas contundentes: o diário da filha, onde a menina relatava os episódios de violência sexual.
De acordo com a delegada Evanice Cavalcante, responsável pelo caso, a mãe da criança encontrou o caderno enquanto arrumava o quarto da filha. No material, a menina descrevia com detalhes os abusos sofridos durante as aulas de capoeira, incluindo toques íntimos e tentativas de beijo.
“Ela relatava que o professor a levava para um quarto nos fundos do centro comunitário, onde dizia que queria casar com ela e ter filhos. Em um dos trechos, a vítima escreveu que aquele havia sido ‘seu primeiro trauma’”, afirmou a delegada.
Além dos relatos escritos, o diário continha desenhos infantis com representações de partes íntimas cobertas, o que reforçou os indícios de abuso sexual.
Prisão preventiva
Após a denúncia, a polícia solicitou à Justiça um mandado de prisão preventiva, que foi cumprido na manhã de sexta-feira. O suspeito foi localizado em sua residência e não ofereceu resistência.
Ele foi conduzido à delegacia do município, onde permanece detido à disposição da Justiça. O caso foi registrado como estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão.
A prisão do professor causou comoção em São Gabriel da Cachoeira, cidade localizada a 852 km de Manaus e conhecida por sua diversidade cultural e forte presença de comunidades indígenas. O centro comunitário onde os abusos ocorreram é um dos principais espaços de convivência e atividades esportivas para jovens da região.
“É revoltante. A gente confiava nele para ensinar nossos filhos, e ele usou isso para fazer uma coisa dessas”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.
Acompanhamento psicológico
A vítima está recebendo acompanhamento psicológico e assistência do Conselho Tutelar e da rede de proteção à criança e ao adolescente. A delegada informou que outras possíveis vítimas estão sendo ouvidas, e a investigação segue em andamento.









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