
Racha de motos termina em tragédia no Aleixo
Manaus (AM) — Um jovem de 23 anos, identificado como Jackson da Silva Ferreira, morreu no domingo (16) após colidir com o muro de uma fábrica durante um suposto “pega” de motos na rua Abelardo Barbosa, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus. A cena foi registrada por testemunhas e circula nas redes sociais.
As imagens mostram Jackson e outro motociclista lado a lado, acelerando juntos em alta velocidade, enquanto pessoas ao redor incentivam a disputa. Poucos segundos depois da largada, Jackson perde o controle da moto e atinge violentamente o muro de uma empresa. Ele não usava capacete no momento do acidente.
Tentativa de socorro e morte confirmada
Amigos da vítima tentaram prestar os primeiros socorros e o levaram ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste. No entanto, Jackson não resistiu aos ferimentos. O Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico, hemorragia cerebral e choque hemorrágico.
A motocicleta que ele pilotava, segundo familiares, pertencia a um cliente. Jackson trabalhava como personal trainer e era conhecido por praticar esportes e manter uma rotina ativa nas redes sociais.
Investigação e repercussão
A Polícia Civil do Amazonas informou que o caso será investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor. A Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (DEAT) deve ouvir testemunhas e analisar as imagens que circulam na internet para identificar o outro motociclista envolvido e possíveis organizadores do “pega”.
A morte de Jackson gerou comoção entre amigos, alunos e familiares. Nas redes sociais, dezenas de mensagens lamentaram a perda e pediram mais fiscalização contra corridas ilegais em vias urbanas.
“Era um menino cheio de vida, sempre sorridente. Isso não podia ter acontecido”, escreveu uma amiga próxima em uma publicação.
Corridas ilegais e riscos
Corridas clandestinas de motos, conhecidas como “pegas”, têm se tornado cada vez mais frequentes em bairros de Manaus, especialmente nos fins de semana. A prática é considerada crime de trânsito e pode resultar em prisão, multa e suspensão da carteira de habilitação.
A Prefeitura de Manaus e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) afirmaram que intensificarão as ações de fiscalização em áreas onde há denúncias recorrentes de rachas e manobras perigosas.









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