
STJ mantém prisão de médico por morte de bebê
Eirunepé (AM) – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva do médico Humberto Fuentes, investigado pela morte de um bebê, após demora no atendimento em uma unidade de saúde do município de Eirunepé, no interior do Amazonas. A decisão foi tomada pelo ministro Joel Paciornik, que negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa e considerou que não houve “constrangimento ilegal” na medida imposta pela Justiça do Amazonas.
De acordo com o processo, o médico estava de sobreaviso quando uma adolescente de 17 anos entrou em trabalho de parto. Ele não teria atendido às ligações nem comparecido ao hospital, o que resultou na ausência de atendimento imediato. O bebê acabou morrendo e a conduta do profissional foi considerada de “acentuada reprovabilidade” pelo magistrado.
A prisão preventiva havia sido decretada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas em novembro de 2025, após pedido do Ministério Público. Humberto Fuentes foi localizado pela Polícia Federal em Manaus e detido sob suspeita de omissão e homicídio qualificado.
Na decisão mais recente, o STJ reforçou que a medida cautelar é necessária para garantir a ordem pública e a instrução criminal, diante da gravidade dos fatos e do risco de interferência no andamento das investigações. A defesa argumentava que medidas alternativas poderiam ser aplicadas, mas o tribunal entendeu que a prisão era proporcional e adequada ao caso.
O episódio gerou forte repercussão em Eirunepé, onde familiares da vítima e moradores cobraram respostas das autoridades. O caso segue em investigação, e novas diligências devem ser realizadas para esclarecer responsabilidades administrativas e criminais.









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