Suspeito de matar motorista por app é preso

Manaus (AM) — A Polícia Civil do Amazonas prendeu nesta terça-feira (21) Bruno Rafael Barroso Fontes, de 19 anos, suspeito de envolvimento no latrocínio do motorista por aplicativo Kaison Oliveira da Silva, de 26 anos. Um adolescente de 17 anos também foi apreendido por participação direta no crime, que ocorreu na noite de segunda-feira (20), no bairro Novo Aleixo, Zona Norte da capital.

Segundo a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Kaison foi vítima de uma emboscada durante uma corrida solicitada por meio de aplicativo. A corrida teria sido marcada por uma mulher, tia do adolescente, o que levanta suspeitas de premeditação.

Crime brutal

De acordo com as investigações, o motorista foi atacado com golpes de faca logo após chegar ao destino. A perícia apontou que Kaison tentou se defender e chegou a retirar a arma do próprio corpo, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi encontrado dentro do veículo, estacionado em uma rua pouco iluminada da comunidade.

A motivação do crime, segundo a polícia, foi roubo. Os suspeitos teriam subtraído pertences da vítima após o ataque, caracterizando o crime como latrocínio.

Prisão e comoção

Bruno Rafael foi localizado e preso em uma residência próxima ao local do crime. Durante sua saída da delegacia, ele foi agredido por familiares da vítima, que estavam revoltados com a brutalidade do assassinato. O momento foi registrado por testemunhas e circulou nas redes sociais.

O adolescente foi encaminhado à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI), onde permanece à disposição da Justiça.

Kaison Oliveira era conhecido por amigos e familiares como um jovem trabalhador e dedicado. Atuava como motorista por aplicativo há cerca de dois anos e estava encerrando o expediente quando aceitou a corrida que resultaria em sua morte.

“Ele só queria trabalhar. Era um menino bom, sorridente, que nunca se envolveu com nada errado”, disse um amigo próximo, que preferiu não se identificar.

Investigação segue

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar se há outros envolvidos no crime e esclarecer todos os detalhes da ação criminosa. A DEHS também está analisando imagens de câmeras de segurança da região e o histórico de chamadas do aplicativo utilizado.

Publicar comentário