
Manaus (AM) — A severa estiagem que atinge o Amazonas já afeta diretamente mais de 100 mil famílias e colocou 40 municípios em situação de emergência no estado. O cenário crítico, impulsionado pelo recuo acelerado dos rios, levou o governo estadual a decretar situação de emergência por 180 dias para agilizar o envio de assistência humanitária e o suporte logístico às regiões afetadas.
Conforme o boletim oficial, além das 40 cidades em emergência, como Tefé e Coari, na calha do Médio Solimões, e Parintins e Maués, no Baixo Amazonas, outros 17 municípios estão em estado de alerta e cinco em atenção. A capital, Manaus, integra o grupo de cidades classificadas em alerta devido aos impactos combinados da seca e da fumaça.
Paralelamente à baixa dos rios, o estado lida com uma crise acentuada de queimadas. Dados do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) apontam que, entre 1º de junho e 16 de outubro, mais de 22 mil focos de incêndio foram combatidos, sendo 4 mil apenas na capital e cerca de 17 mil no interior. Cerca de mil bombeiros e brigadistas atuam na linha de frente com o apoio de forças federais.
Devido à densa cortina de fumaça que encobre cidades e reduziu a visibilidade, com registros de qualidade do ar considerados entre os piores do mundo em Manaus, o governo também decretou emergência por queimadas em 42 municípios e proibiu o uso de fogo na vegetação por 120 dias, salvo exceções previstas em lei.









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