Falso líder religioso é preso suspeito de estuprar enteada

Manaus (AM) – Um homem de 32 anos que atuava como falso líder religioso, foi preso nesta segunda-feira (18), na Zona Norte de Manaus, suspeito de estuprar a própria enteada, uma adolescente de 14 anos. Segundo a Polícia Civil, os abusos aconteciam desde que a vítima tinha 5 anos de idade.

A prisão e um mandado de busca e apreensão foram cumpridos por equipes da 35ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Careiro da Várzea, município localizado a 25 quilômetros da capital amazonense, onde os crimes ocorriam.

As investigações apontam que o suspeito usava a posição de dirigente religioso em uma comunidade no quilômetro 13 da rodovia BR-319 para afastar suspeitas e manter as violências em segredo das autoridades.

A denúncia veio à tona depois que a adolescente se mudou para São Paulo. De acordo com o delegado David Jordão, titular da 35ª DIP, a menina decidiu contar sobre os abusos a uma tia no momento em que o padrasto demonstrou intenção de trazê-la de volta ao Amazonas. O homem ameaçava a vítima constantemente para que ela não revelasse os fatos.

Durante os anos em que sofreu os abusos, familiares relataram que a adolescente chegou a apresentar quadros de depressão e sangramentos. Na época, a vítima atribuía o quadro a problemas de saúde ou reflexos da ausência do pai biológico para não delatar o agressor.

Ao descobrir que estava na mira da polícia, o homem fugiu de Careiro da Várzea e se escondeu em Manaus. O delegado informou que, durante o interrogatório, o suspeito negou as acusações. No entanto, a polícia afirma que já existem provas robustas do cometimento do crime.

O caso ganhou desdobramentos interestaduais após a Polícia Civil identificar outras duas possíveis vítimas do falso líder religioso, incluindo uma jovem de 23 anos que reside em Minas Gerais. As investigações agora seguem de forma integrada com as corporações de São Paulo e Minas Gerais para confirmar os relatos.

O homem foi encaminhado ao sistema prisional e ficará à disposição do Poder Judiciário. O inquérito continua em andamento para apurar os crimes contra as outras vítimas identificadas.

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