
Manaus (AM) — Uma mulher de 39 anos foi presa preventivamente na segunda-feira (4) pela Polícia Civil do Amazonas, em Presidente Figueiredo, suspeita de participar do estupro e de aplicar maus-tratos contra a própria filha, uma adolescente de 14 anos. A prisão, coordenada pela 37ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), ocorreu na comunidade do Maroaga, no interior do estado.
De acordo com as investigações lideradas pela delegada Beatriz Andrade, os crimes ocorreram entre fevereiro e maio de 2025. A vítima relatou que morava anteriormente com o pai, mas mudou-se para a residência da mãe e do padrasto, identificado como Luís Gabriel de Oliveira Fonseca, que está foragido. Após a mudança, a adolescente passou a ser alvo de agressões sexuais frequentes cometidas pelo homem.
O depoimento da vítima detalha a participação direta da mãe nos abusos. Segundo a delegada, a mulher segurava os braços da filha e cobria o rosto da adolescente com um edredom, enquanto o padrasto consumava os atos. Além da conivência e auxílio no estupro, o casal obrigava a jovem a ingerir bebidas alcoólicas e a fumar maconha.
A investigação também apontou uma rotina de tortura física e psicológica. A adolescente era obrigada a realizar serviços domésticos sob ameaça e, quando não cumpria as tarefas, era submetida a castigos como ajoelhar-se no milho. Em certas ocasiões, a menina chegou a ser agredida nas mãos com uma arma branca.
O caso chegou ao conhecimento das autoridades no dia 3 de junho de 2025, quando a vítima buscou ajuda no Conselho Tutelar acompanhada pelo pai. Desde então, a adolescente recebe acompanhamento psicológico por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) para lidar com os traumas decorrentes das agressões.
A Polícia Civil segue em busca de Luís Gabriel de Oliveira Fonseca. Informações sobre o paradeiro do suspeito podem ser enviadas de forma anônima pelos números (92) 99336-9226 (disque-denúncia da 37ª DIP), 181 ou 197. A mulher presa responderá por estupro qualificado e maus-tratos, permanecendo à disposição da Justiça após passar por audiência de custódia.









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