
Manaus (AM) — O Conselho Municipal de Saúde (CMS/Manaus) confirmou a participação de 823 inscritos, para as seis pré-conferências distritais de saúde, que têm início nesta quarta-feira (13). O grupo, composto por gestores, trabalhadores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), participará das discussões nos Distritos de Saúde (Disa) das zonas rural, norte, sul, leste e oeste da capital. A lista oficial com os nomes selecionados já foi disponibilizada pelo órgão para consulta pública.
As atividades funcionam como uma etapa preparatória essencial para a 10ª Conferência Municipal de Saúde (Comus), agendada para ocorrer entre os dias 9 e 12 de junho. Segundo o conselheiro Hellyngton Monteiro de Moura, presidente do CMS/Manaus, o cronograma foi organizado para garantir que todas as áreas de Manaus sejam ouvidas. A zona rural, por exemplo, terá duas frentes, a fluvial, que inicia as atividades na comunidade Nossa Senhora do Livramento, e a terrestre, marcada para o fim de maio no quilômetro 23 da BR-174.
Nas áreas urbanas, as plenárias seguem uma sequência que começa pelo Disa Leste na sexta-feira (15) e termina no Disa Norte no dia 25 de maio. Durante cada encontro, os participantes terão a missão de avaliar o cenário atual da saúde pública e propor melhorias diretas para hospitais, postos de saúde e serviços de atendimento básico. Além disso, cada distrito elegerá delegados que levarão essas propostas para a etapa municipal em junho. Ao todo, 456 delegados devem ser escolhidos.
O tema central deste ano, “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”, segue as diretrizes da conferência nacional prevista para 2027. Para assegurar o controle social, a organização mantém a regra de paridade: 50% dos participantes representam os usuários do sistema, 25% são trabalhadores da área e os outros 25% são compostos por gestores e prestadores de serviços.
A programação das pré-conferências inclui mesas redondas sobre financiamento do SUS, sustentabilidade fiscal e os desafios impostos pelas emergências climáticas na saúde pública. De acordo com o conselho, o engajamento da população nessas etapas garante que as decisões sobre o futuro da saúde em Manaus não sejam tomadas de forma isolada, permitindo que as necessidades reais das comunidades cheguem às esferas de decisão do governo.









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