Melqui Galvão é transferido para presídio em São Paulo

Manaus (AM) — O treinador de jiu-jitsu e investigador da Polícia Civil do Amazonas, Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como “Melqui”, de 47 anos, foi transferido para São Paulo na noite de quinta-feira (7). Suspeito de crimes como estupro de vulnerável e importunação sexual, ele permanecerá sob custódia na capital paulista enquanto avançam as investigações conduzidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e pela Justiça de São Paulo.

Melqui estava preso temporariamente em Manaus desde o dia 28 de abril. A decisão pelo recambiamento atendeu a uma determinação da 2ª Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes da Comarca de São Paulo.

O magistrado responsável destacou que a transferência era necessária para as etapas de instrução do processo. Devido à sua condição de policial civil e à gravidade das acusações, a Justiça determinou que ele fique recolhido em uma cela ou ala separada da população carcerária comum, visando preservar sua integridade física.

As investigações apontam que o treinador teria cometido, além dos abusos sexuais, os crimes de ameaça e invasão de dispositivo informático. As denúncias que motivaram o mandado de prisão partiram de uma ex-aluna, atualmente com 17 anos. Após a repercussão do caso, outras duas vítimas relataram abusos; uma delas afirmou que os crimes começaram quando ela tinha apenas 12 anos.

A defesa do investigador chegou a invocar prerrogativas legais para evitar a transferência, mas a Justiça considerou que não houve comprovação suficiente para manter o custodiado no Amazonas diante das necessidades do processo em São Paulo. O treinador agora aguarda a conclusão do inquérito e os próximos desdobramentos judiciais no Presídio da Polícia Civil paulista.

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