
Manaus (AM) – O detento Fernando Batista de Melo, de 48 anos, foi encontrado morto nesta quarta-feira (24) dentro de uma das celas do Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2), localizado no quilômetro 8 da BR-174, em Manaus. Ele cumpria prisão preventiva desde janeiro deste ano, acusado de assassinar por asfixia o próprio filho, de apenas 3 anos. As circunstâncias do óbito na unidade prisional estão sob investigação da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e da Polícia Civil.
Fernando estava custodiado desde o dia 24 de janeiro de 2026, quando foi capturado após uma intensa caçada policial de 30 horas. Na ocasião, o crime chocou a opinião pública local. O assassinato da criança ocorreu na noite de 22 de janeiro, no bairro Cidade de Deus, Zona Norte da capital.
À época, a operação de captura envolveu o desdobramento do Departamento Integrado de Operações Aéreas (DIOA), o monitoramento de câmeras do sistema “Paredão”, além de equipes da Rocam, Força Tática, CIPCães e do Corpo de Bombeiros. Fernando havia abandonado a motocicleta usada na fuga no bairro Planalto e se escondido em uma área de mata fechada na Avenida Esther Lanna, no Tarumã, Zona Oeste, onde acabou detido de madrugada pela 16ª Cicom. Ao ser abordado, ele tentou enganar os policiais fingindo estar praticando atividades físicas.
De acordo com o inquérito da Polícia Civil, o crime foi motivado pelo fato de Fernando não aceitar o fim do relacionamento de quatro anos com a ex-companheira, rompido em dezembro de 2025. No dia do homicídio, após ameaçar a mãe da criança com uma faca, o homem foi até a residência do próprio pai, onde o filho estava. Ele alegou que daria um banho no menino, trancou-se no banheiro e cometeu o crime. O avô estranhou a demora e, ao forçar a porta, deparou-se com o neto já sem vida. Embora imagens de ameaças com faca tenham circulado na internet, o laudo pericial confirmou que a causa da morte da criança foi asfixia mecânica.
O corpo do detento foi removido do CDPM 2 pelo Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames de necropsia que determinarão a causa da morte. Um procedimento administrativo interno foi instaurado para apurar se houve homicídio ou suicídio dentro da cela.









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