
Manaus (AM) – A qualidade do ar em Manaus atingiu o nível “muito ruim” pela primeira vez na atual temporada. O dado foi registrado nesta quinta-feira (17), às 7h, pelo aplicativo Selva, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O índice mais crítico da capital foi verificado no bairro Compensa, na zona Oeste, que alcançou a marca de 125,4 µg/m³, aparecendo em destaque na cor roxa no mapa de monitoramento.
O cenário adverso se estende por outras regiões da cidade. Pelo menos cinco estações de medição registraram índices classificados nas faixas mais preocupantes, com forte concentração nas zonas Sul e Centro-Sul.
A medição do aplicativo é realizada com base na concentração de material particulado fino (PM2.5) — partículas poluentes pequenas o suficiente para penetrar profundamente nas vias respiratórias e atingir os pulmões.
Piores índices concentrados
Logo após a Compensa, o segundo maior registro da capital foi apontado na região que abrange os bairros Parque Dez de Novembro e Chapada, com 108,6 µg/m³. Na zona Sul, o bairro Aparecida marcou 103,8 µg/m³, seguido de perto pelo Morro da Liberdade, com 103,7 µg/m³. Outro ponto da mesma zona, próximo ao Japiim, chegou a 99,1 µg/m³, enquanto Nossa Senhora das Graças registrou 85,7 µg/m³.
Por outro lado, áreas localizadas em trechos mais arborizados registraram índices menores, classificados nas faixas laranja e amarelo. No Aleixo, o índice ficou em 61,2 µg/m³, e no Armando Mendes, em 57,6 µg/m³. O Coroado marcou 47,2 µg/m³, e o Tarumã, nas proximidades do aeroporto, registrou 43,6 µg/m³. Os menores valores da capital foram observados na zona Leste (33,6 µg/m³) e em uma estação no Centro (32,5 µg/m³).
Situação na Região Metropolitana
Na Região Metropolitana, o município de Manacapuru também registrou índices graves. Um sensor instalado na área central, perto do bairro Aparecida, marcou 142,8 µg/m³ de PM2.5 às 6h30, configurando ar péssimo, enquanto outro ponto na mesma cidade apontava 25,2 µg/m³ (faixa moderada).
Recomendações de saúde
Diante da poluição e da fumaça, especialistas e autoridades de saúde recomendam que a população evite a prática de atividades físicas ao ar livre e mantenha-se hidratada. É aconselhável manter portas e janelas fechadas nos horários de maior concentração de fumaça.
Grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com histórico de doenças respiratórias ou cardíacas, exigem atenção redobrada. Em caso de sintomas como falta de ar, tosse persistente ou forte irritação nos olhos, a orientação é procurar atendimento médico.









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