
Manaus (AM) – O prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), foi afastado do cargo por decisão judicial no âmbito da operação Dinastia do Lago, deflagrada na manhã da última terça-feira (16) pela Polícia Federal (PF). A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também tem como alvo o deputado federal Adail Filho (Republicanos). A medida cautelar foi divulgada inicialmente pelo jornal Estadão.
Durante o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão, os agentes federais apreenderam diversos itens de valor, incluindo joias, relógios de luxo, além de somas em dinheiro vivo em espécie (dólares e reais), cujo montante total ainda está sob apuração.
De acordo com as investigações, o caso apura suspeitas de fraude em licitações e desvio de recursos públicos no município. A PF aponta uma atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros para o direcionamento de contratos e a movimentação financeira voltada ao pagamento de vantagens indevidas, além da ocultação da origem dos valores.
As apurações ganharam força após um desdobramento em maio de 2025, quando cerca de R$ 1,25 milhão em espécie foi apreendido com três empresários em um voo entre Manaus e Brasília. Relatórios da PF associaram o trio aos políticos investigados. A corporação identificou transações financeiras suspeitas ligadas a contratos da Prefeitura de Coari e ao uso de emendas parlamentares destinadas pelo deputado Adail Filho, somando cerca de R$ 6 milhões em contratos sob suspeita.
Em manifestação sobre o caso, o ministro Alexandre de Moraes destacou que as empresas investigadas mantinham contratos com o município e serviam como fachada para fraudes licitatórias, alimentadas por vultosos recursos públicos direcionados nos anos de 2024 e 2025.
Em nota assinada pelo advogado Fabrício de Melo Parente, a defesa de Adail Pinheiro e Adail Filho declarou que as medidas de busca e apreensão não representam juízo de culpa ou reconhecimento de prática criminosa.









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