
Manaus (AM) – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) prendeu preventivamente, na noite desta sexta-feira (17), o cabo da Polícia Militar Deimison Júnior Clarindo Cardoso. Ele é investigado por suspeita de integrar uma organização criminosa e participar do sequestro de um empresário do ramo automotivo, ocorrido no início da semana, na Zona Norte da capital.
Batizada de Operação “Prova Viva”, a ação cumpriu também três mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. O policial foi abordado e detido no momento em que chegava para assumir o plantão na 12ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), localizada na Zona Centro-Sul de Manaus.
De acordo com as investigações, após ser raptado na rua, o empresário foi entregue a membros de uma facção para ser julgado pelo chamado “tribunal do crime”. A vítima só foi libertada após o próprio grupo criminoso realizar uma espécie de averiguação interna e concluir que as supostas acusações contra o homem eram improcedentes.
O sequestro foi registrado na manhã de terça-feira (14), na Rua Francisca Mendes, bairro Cidade de Deus. Câmeras de segurança flagraram o momento em que homens encapuzados, divididos em dois veículos, abordaram o empresário dentro de seu próprio carro e o levaram à força. Os suspeitos chegaram a enviar mensagens exigindo dinheiro como resgate.
Horas mais tarde, a vítima foi encontrada abandonada dentro de um dos automóveis usados na ação, na Avenida G, no bairro Cidade Nova. O empresário estava bastante abalado, apresentava hematomas pelo corpo, mas não teve nenhum pertence roubado.
Durante o cumprimento dos mandados de busca na noite de sexta-feira, as equipes apreenderam quantias em dinheiro, que podem ter relação direta com o caso, e armamentos sem a devida documentação de regularidade imediata. A operação foi coordenada por promotorias especializadas e contou com apoio da Polícia Civil e do Departamento de Justiça e Disciplina da PM.
Segundo o promotor de Justiça Amando Gurgel Maia, o caso e o material apreendido seguem sob sigilo. As investigações continuam para esclarecer a real motivação do sequestro, confirmar se havia intenção de assassinar o empresário e identificar outros envolvidos na ação criminosa.









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