
Manaus (AM) – As forças de segurança da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) realizaram, na manhã desta terça-feira (28), uma operação para cumprir um mandado de reintegração de posse no bairro Tarumã-Açu, na Zona Oeste de Manaus. A ação ocorreu na Rua Maria Rufina Almeida e teve como objetivo a retirada de uma ocupação irregular em uma área pertencente a empresas privadas. A ordem judicial foi expedida pela 2ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Durante o início dos trabalhos, por volta das 6h, manifestantes e moradores da Comunidade Indígena Luz do Amanhecer reagiram à chegada das equipes, bloqueando a Rua da Floresta com barricadas. O bloqueio impediu o fluxo de veículos no local, o que exigiu a intervenção do 1° Batalhão de Choque da Polícia Militar, para dispersar o grupo e garantir a desobstrução da via. Segundo levantamento dos órgãos de segurança, o terreno abrigava aproximadamente 200 barracos construídos de forma improvisada.
Em meio ao clima de tensão, a cacica Rayana Kokama, líder da comunidade, manifestou-se contra a retirada das famílias. Em vídeos divulgados durante a operação, ela afirmou que o grupo indígena é vítima da medida judicial e fez um apelo por ajuda, alegando que a comunidade estava estabelecida no local.
A operação mobilizou um grande aparato estatal, coordenado pelo Gabinete de Gestão Integrada Estadual (GGI-E). Entre as unidades empenhadas estavam as Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), a Companhia de Operações Especiais (COE), a Cavalaria da PMAM e o Corpo de Bombeiros. Agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e do Detran-AM também atuaram no ordenamento do trânsito na região.
De acordo com a nota oficial da SSP-AM, os ocupantes receberam orientações para retirar objetos pessoais, eletroeletrônicos e vestimentas antes que as estruturas fossem removidas. A ação contou ainda com o suporte de equipes da concessionária de energia e de água, além de secretarias municipais de habitação e meio ambiente, para garantir que o cumprimento da decisão judicial ocorresse de forma organizada.









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