Rodoviários rejeitam proposta e ameaçam greve

Manaus (AM) – O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivos Urbanos e Rodoviários de Manaus (STTRM) ameaça uma greve geral na próxima sexta-feira (22). A paralisação pode ocorrer caso a categoria não chegue a um acordo salarial com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sinetram) e a prefeitura.

Em reunião realizada nesta quarta-feira (20), os rodoviários cobraram um reajuste de 12% nas cláusulas econômicas e sociais da Convenção Coletiva de Trabalho. O Sinetram, no entanto, ofereceu um aumento de apenas 4,11%, correspondente ao acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), proposta que foi imediatamente rejeitada pelos trabalhadores.

As empresas alegam dificuldades devido ao atual cenário econômico do sistema de transporte. O presidente do Sinetram, César Tadeu, pontuou que o setor passa por um momento financeiro delicado e que qualquer aumento nos salários reflete nos custos operacionais.

“A data-base é um direito do trabalhador, mas isso implica em mais custo para o sistema e para a sociedade. Nem sempre o que se pede é aquilo que se pode conceder. Estamos negociando e vamos levar o caso à prefeitura”, afirmou Tadeu, mostrando otimismo de que a greve seja evitada ao longo dos próximos dias de diálogo.

Presente na negociação, o diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Elson Andrade, informou que o município não dispõe de recursos imediatos para cobrir os 12% exigidos. Contudo, ele se comprometeu a apresentar as reivindicações à Secretaria Municipal de Finanças (Semef) para uma análise técnica e elaboração de uma possível contraproposta.

“Como essa foi a nossa primeira reunião, vamos avaliar financeiramente como podemos atender aos pedidos. Acreditamos que não seria de bom tom o deflagramento de uma greve neste momento, pois iniciamos agora as tratativas e a população não pode ser penalizada”, ressaltou o titular do IMMU.

As negociações entre as partes devem continuar, na tentativa de firmar um acordo e impedir a interrupção do serviço de transporte público na capital.

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