Operação prende PMs e apreende 42 veículos

Manaus (AM) – Dois policiais militares do Amazonas e outras 18 pessoas foram presas nesta quarta-feira (20) durante a operação “Covill de Mamon”, que desarticulou duas organizações criminosas investigadas por agiotagem, extorsão, homicídios e lavagem de dinheiro. As prisões e mandados de busca ocorreram no Amazonas, Santa Catarina, Paraíba e Roraima.

A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Amazonas, em conjunto com a Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) e a Polícia Militar. Dos 20 alvos capturados, sete foram localizados em Manaus e 13 em outros estados.

Os dois policiais militares alvos da operação foram presos em Santa Catarina. Segundo o delegado Fernando Bezerra, as investigações apontam que eles integravam o núcleo financeiro de um dos esquemas, utilizando os recursos obtidos com as atividades criminosas para realizar ocultação patrimonial e lavar o dinheiro da quadrilha.

A Polícia Militar do Amazonas informou, por meio do major Andrey Oliveira, que os agentes presos já respondiam a um processo administrativo disciplinar e estavam suspensos de suas atividades. A corporação enfatizou que não compactua com desvios de conduta e aguarda a conclusão do inquérito para avaliar a exclusão definitiva dos policiais.

O esquema criminoso era baseado no oferecimento de empréstimos com juros muito acima do mercado. Quando as vítimas não conseguiam pagar, passavam a sofrer ameaças severas, tortura, sequestro e cárcere privado. Em casos extremos, as cobranças terminaram em assassinatos.

Os levantamentos iniciais indicam que apenas um dos grupos criminosos movimentou mais de R$ 24 milhões. O faturamento da segunda quadrilha ainda está sendo apurado a partir das quebras de sigilo bancário deflagradas durante a operação.

Para descapitalizar o esquema, a Justiça autorizou o cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão, resultando no sequestro de 42 veículos e sete imóveis. Além disso, houve o bloqueio de contas bancárias e a suspensão imediata das atividades de sete empresas ligadas aos investigados.

Durante as incursões, as equipes policiais também apreenderam armas de fogo, espadas, computadores, celulares e mídias físicas. Todo o material recolhido passará por perícia para identificar a possível participação de outras pessoas no esquema, o que pode desencadear uma segunda fase da operação.

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