
Manaus (AM) — A juíza Patrícia Macedo de Campos, da 8ª Vara Criminal de Manaus, condenou a investigadora da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Viviane Monteiro de Almeida, e mais três homens pelos crimes de roubo majorado, extorsão majorada e uso de documento falso. O grupo utilizou distintivos, fardamento policial e um mandado judicial falso para invadir uma residência, ameaçar o morador e subtrair dinheiro e bens. Todos os réus cumprirão pena em regime inicialmente fechado.
De acordo com a denúncia sustentada pelo Ministério Público, os envolvidos usaram coletes táticos e algemas para simular uma operação policial legítima e facilitar a entrada no imóvel. Durante a ação criminosa, a vítima foi coagida sob forte ameaça a realizar uma transferência de R$ 10 mil via Pix, além de ter R$ 5 mil em espécie roubados, junto a um notebook, um relógio e outros pertences pessoais.
A policial civil recebeu a maior penalidade, sendo condenada a 23 anos, 2 meses e 13 dias de reclusão. Os outros três coautores do crime — Samuel da Costa Matos, Alessandro Freire Naranjo e Jefferson Cavalcante Marcolino — receberam penas que variam de 16 a 19 anos de prisão. Na decisão, a magistrada descartou a acusação de associação criminosa por entender que não ficou comprovada uma estrutura estável e permanente do grupo para cometer delitos de forma recorrente.
O veredito foi embasado por um robusto conjunto de provas técnicas. Entre os elementos validados pela Justiça estão análises de dados e conversas extraídas do telefone celular da investigadora, onde mensagens detalhavam o monitoramento da vítima, a divisão de tarefas no assalto e a partilha dos valores roubados. Imagens de câmeras de segurança, comprovantes bancários e objetos recuperados com os suspeitos também consolidaram a condenação.









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