
Manaus (AM) – Um agente de segurança pública de 36 anos foi preso preventivamente na última segunda-feira (22), em Manaus, sob a acusação de chefiar uma rede de exploração sexual e favorecimento à prostituição de adolescentes. O esquema funcionava em uma residência localizada no bairro Petrópolis, na Zona Sul da capital, e mantinha como vítimas duas adolescentes, de 15 e 17 anos, oriundas do município de Itacoatiara.
A ação integrada foi coordenada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), com o apoio de policiais militares da Ronda Maria da Penha. As investigações foram iniciadas após uma denúncia formalizada por uma Organização Não Governamental (ONG), que alertava sobre o paradeiro de uma das menores, considerada desaparecida pela família desde o dia 1º de junho deste ano.
De acordo com a delegada Mayara Magna, titular da Depca, o imóvel funcionava como uma casa de prostituição clandestina e estava alugado em nome do servidor público. O suspeito utilizava aplicativos de anúncios virtuais para divulgar fotos de mulheres maiores de idade para atrair os clientes ao local. Na residência, os agentes apreenderam câmeras de monitoramento interno por onde o investigado controlava o fluxo de encontros e orientava as vítimas remotamente.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, as equipes apreenderam máquinas de cartão de crédito, preservativos e um caderno com anotações de contabilidade financeira dos programas. Os valores dos encontros variavam de acordo com o tempo de duração e os pagamentos eram feitos via Pix ou em espécie, com repasse obrigatório de percentuais ao agente público. Uma das menores apresentava forte abalo emocional e relatou estar presa ao local devido a uma suposta dívida financeira com o agressor.
O diretor da Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da Polícia Militar, coronel PM Corrêa Júnior, informou que assim que o envolvimento do servidor foi confirmado, a corporação instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e determinou o afastamento imediato do agente de suas funções. O homem foi autuado em flagrante de ato de polícia judiciária e responderá pelos crimes de rufianismo, exploração sexual de vulneráveis e favorecimento à prostituição, permanecendo preso à disposição do Poder Judiciário.









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